Blantyre, Malawi (PANA) - O Tribunal de Lilongwe, capital do Malawi,
publicou as suas primeiras condenações no caso de corrupção relativo
ao chamado escândalo dos 187 milhões de kwachas (cerca de dois
milhões de dólares americanos), o maior revelado até hoje em torno
dos 10 anos de governação do ex-Presidente Bakili Muluzi.
O juiz Richard Chinangwa condenou o ex-secretário de Estado para a
Educação, Sam Safuli, a dois anos de trabalhos forçados, para
facilitar o pagamento de 100 mil kwachas (cerca de 750 dólares
americanos) aos empresários Hendrick e Esther Kathumba a quem se
tinha adjudicado de um projecto para a construção de uma escola.
Hendrick foi, por seu turno, condenado a dois anos de trabalhos
forçados e Esther a quatro anos por fraude contra o governo.
Snowden Jiya, um perito do Ministério da Educação, cumpre uma pena de
três anos de trabalhos forçados por emissão de falsos certificados de
conclusão de obras para facilitar o pagamento de um trabalho
incompleto.
"Os vossos actos privaram centenas de jovens malawís desfavorecidos
de um ambiente de aprendizagem decente", lamentou o juiz Chinanangwa
quando lia as sentenças.
Safuli é o primeiro alto responsável do antigo regime a ser condenado
neste escândalo que data desde as vésperas das eleições gerais de
1999 que deram ao ex-Presidente Bakili Muluzi um segundo e último
mandato de cinco anos.
Vários altos responsáveis do governo incluindo o actual
vice-Presidente Cassim Chilumpha, então ministro da Educação, foram
detidos no quadro deste processo. |